Com descaso do Governo Federal, nordestinos tentam vencer o óleo no braço

Mutirão por limpeza na praia: comitê responsável por reagir a vazamentos de óleo foi extinto pelo governo em abril (Teresa Maia/Reuters)

A queda de braço pelo óleo nas praias do Nordeste continua

O improviso e a lentidão das autoridades vêm marcando o combate às manchas de poluição

A semana começa como terminou a anterior nas praias do Nordeste: com moradores colocando a mão na massa para tentar se livrar das manchas de petróleo que seguem chegando pelo mar. Segundo a Marinha, já foram recolhidas 525 toneladas de óleo desde o início de setembro. A instituição classificou o episódio como “inédito” e voltou a afirmar que o óleo, que navega por baixo da superfície de tão pesado, não foi extraído no Brasil.

O improviso e a lentidão das autoridades vêm marcando o combate às mancha de poluição. Em Pernambuco, a Justiça deu um prazo de 24 horas para que o governo federal adote medidas para conter o óleo, como a colocação de barreiras e a distribuição de equipamentos. O secretário do meio ambiente de Pernambuco, José Bertotti, cobrou mais coordenação e mais equipamentos do governo federal, sobretudo as barreiras de contenção. Segundo o Ibama, as boias são ineficazes para conter o óleo.

Em Salvador, o Bahia entrará em campo nesta segunda-feira com um camisa “manchada de óleo” para enfrentar o Ceará pelo campeonato brasileiro. “Quem derramou esse óleo? Quem será punido por tamanha irresponsabilidade? Será que esse assunto vai ficar esquecido?”, questiona o clube em publicação nas redes sociais.