Pernambuco anuncia plano gradual para reabertura econômica

Comércio no centro do Recife durante a pandemia do Coronavírus. Algumas lojas seguem com o funcionamento, a maioria está fechada. - FOTO: LEO MOTTA/JC IMAGEM

Estudo prevê um prazo de 11 semanas para que os setores produtivos estejam em pleno funcionamento; reabertura deve respeitar orientações sanitárias

A três dias do fim da quarentena mais rígida em cinco municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) –  que termina no dia 31 de maio nos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe e São Lourenço da Mata -, o Governo de Pernambuco anunciou nesta quinta-feira (28) um plano de retomada das atividades no Estado. De acordo com a gestão, a retomada será gradativa, em um período de 11 semanas, e deverá respeitar orientações sanitárias.

O Governo afirmou que um estudo foi conduzido pelas pelas Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Gestão, da Fazenda, do Trabalho e Qualificação e de Desenvolvimento Urbano ao longo dos últimos dois meses, para que parâmetros pudessem ser estabelecidos para um plano de convivência das atividades econômicas e a pandemia da covid-19.

O Estado, no entanto, não detalhou quais atividades serão retomadas, nem as regras que os estabelecimentos devem cumprir. Essas respostas, de acordo com o secretário de de Desenvolvimento Econômico Bruno Schwambach, deverão ser respondidas no próximo fim de semana, de acordo com as respostas da área da saúde ao período de lockdown.

O plano também inclui a análise da quantidade de trabalhadores por setor e como o retorno de cada atividade influencia em pontos complementares, como o transporte público. O governo informou que a ideia é que os setores adotem horários diferentes de expediente para não saturar o sistema nos horários de pico.

“Sem vacina ou medicamento comprovadamente eficaz contra o Coronavírus, todos teremos que conviver com a doença. Nosso plano pesa quais atividades têm menos impacto nas curvas de contaminação e a relevância econômica de cada setor para definir o cronograma de liberação”, detalhou Bruno Schwambach.

A estimativa da Secretaria da Fazenda é que a paralisação das atividades econômicas por conta das medidas de isolamento social tenha um reflexo negativo na arrecadação da ordem de 20%, no comparativo com 2019.

“A ajuda aos estados sancionada nesta quinta pelo Governo Federal é insuficiente para repor as perdas impostas pela epidemia do Coronavírus”, destacou o secretário da Fazenda, Décio Padilha.

Fonte: JC on line